Belcorp investe US$ 200 mi no Brasil e busca revendedores

São Paulo


Com planos ousados de chegar a ser líder do setor de venda direta no Brasil —atualmente composto por nomes como:  Natura, Avon, Jequiti e Mary Kay, entre tantos outros—, a Belcorp também especializada em cosméticos com foco maior no público feminino, dá seus primeiros passos e como diferencial das demais disponibiliza para compra mais de 800 produtos diferentes divididos em três marcas: L’Bel, Ésika e Cyzone, que em 2011 foram responsáveis por US$ 1,6 bilhão em volume de negócios. 





Com investimento de US$ 200 milhões até 2015, a “multinacional”,  como seus executivos gostam de chamá-la, aposta, em um primeiro momento, na captação de mão de obra (consultoras de venda) para estruturar seu plano de negócios. Antes de firmar sua presença no setor, em outubro do ano passado a empresa passou a operar de forma piloto (fase pré-marketing) em São Paulo,  Rio de Janeiro,  Ceará e na Região Sul do País  e  consegui trazer para sua equipe de vendas em torno de 50 mil profissionais que farão o porta a porta. “Começamos a testar no ano passado logística, sistema de faturamento, cobertura de estoque, tudo para que o nosso consumidor não tenha uma experiência negativa no momento da compra”, diz Claudio  Eschecolla, diretor-geral da Belcorp Brasil.


Ainda segundo o especialista, mesmo há pouco tempo no mercado brasileiro, a Belcorp sentiu a boa aceitação de seus produtos pelo público brasileiro e projeta crescimento acima de dois dígitos para os próximos anos, pois, até 2015,  a empresa tem  vários planos de investimentos traçados. 


“Primeiramente colocamos  600 produtos diferentes das nossas três marcas e tivemos uma aceitação absurda. Tanto que não precisamos reformular nada de nosso modelo de negócio para o Brasil.”





O Brasil faz parte da estratégia de expansão da empresa, que pretende chegar à Europa também, como afirma  Luís Salcedo, vice-presidente da Belcorp no Cluster Sul, que reúne as operações de Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Estados Unidos. “Queremos nos tornar a empresa número um em vendas diretas na América Latina [sendo o primeiro lugar da Natura, e o segundo, da Avon] e depois expandir para a Europa”, completa. 


Modelo de negócio


A estratégia da empresa baseia-se na formação de seu modelo de negócio, que em um primeiro momento  está focado em formar uma equipe de vendas. Para isso a empresa trabalha com a margem de lucratividade acima do mercado, que está em 30%. “Oferecemos às nossas consultoras uma margem de lucro que pode chegar a 60%, além de líderes que formaram a sua própria equipe de venda. Tudo dependerá do empreendedorismo de quem queira trabalhar conosco”, explica.

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Atuar com três marcas diferentes também é o atrativo da Belcorp, como explica Claudia Villarán, vice-presidente-corporativa de Marcas.


 “Cada marca visa a atingir a um público distinto. A L’Bel é um produto premium com alta tecnologia. A Ésika é para um público mais versátil e a Cyzone é composta por produtos para o público jovem”, explica.


De acordo com Claudio  Eschecolla, das três linhas, a L’Bel é a mais rentável, enquanto a Ésika é a que mais gera volume de negócios.   Outro ponto de destaque é que para o Brasil as consultoras terão na gama de produtos, itens específicos, assim como os catálogos de venda. 


A Belcorp aposta também no lançamento de em média, 270 novos produtos ao ano, todos de fabricação própria, vindos em sua maioria da sua indústria, localizada em Tocancipá, na Colômbia. 


Indústria


A companhia peruana pretende instalar uma unidade produtiva no País entre 2014 e 2015. O objetivo é passar a fabricar até 80% do portfólio localmente. “Ainda estamos avaliando qual será o melhor estado para fazer o investimento”, afirma Salcedo. Segundo ele, além de atender à demanda do mercado nacional, a nova planta servirá de plataforma de exportação para países vizinhos.


Atualmente, apenas algumas fragrâncias estão sendo produzidas no Brasil, através de contratos de terceirização com as empresas Provider e Lipson. Até a construção da fábrica, novas parcerias com fabricantes locais deverão ser firmadas. “Estamos definindo parceiros para maquiagem e tratamento de pele”, diz o executivo.


Para garantir a competitividade enquanto a maior parte dos produtos ainda é  importada, os preços serão pautados pelo mercado, não pelo custo. “Hoje a margem não é uma preocupação, mas a aceitação do consumidor.”


Mas a manufatura não é o objetivo final da companhia no Brasil. Hoje, o desenvolvimento de novos produtos da Belcorp é realizado na Colômbia, em parceria com laboratórios internacionais. “Temos a intenção de ter um centro de desenvolvimento e inovação no Brasil”, adianta Salcedo.

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